"Amar é uma confissão. Amar é justamente quando um sussurro funciona melhor que um grito. Amar é não ter vergonha de nossas dúvidas, é falar uma bobagem e ainda se sentir importante. É lavar louça e nunca estar sozinho. É arrumar a cama e nunca estar sozinho. É aquela vontade danada de andar de mãos dadas durante o dia e de pés dados durante a noite." - Fabrício Carpinejar  (via o-padre)

(Source: amoremdoseselevadas, via verbosdiversos)

"A escrita é uma aventura perigosa. Nela o coração humano se restringe e se revela. O envelope resguarda segredo, acoberta o infortúnio que gerou as palavras, segreda os motivos que o esboço da escrita não alcança, veda os espaços para que o sentimento não fuja, nem se perca pelo caminho. A palavra segura o significado vivido, desafia o tempo, engana a cronologia. A vida vivida encontra abrigo na casa da palavra. A tenda do significado se presta a auscultar o coração confesso. E com isso o significado se avoluma. O que a palavra sabe de si mesma é misteriosamente emprestado à dor que até então doía sem ter nome. A dor pagã ganha batismo. Do obscuro ventre, alça o socorro do significado, vem à luz e acomoda-se nos estreitos territórios da palavra." - Pe. Fábio de Melo em Tempo de esperas (via enlacos)
"– Ah, sim. Você quer ser escritora…
– Você fala como se isso fosse algo ruim.
– Não, não. Apenas solitário. Às vezes, o mundo que você cria parece bem mais amigável e vivo do que o que realmente habita.
– Eu queria poder estar nele…" - Coração de tinta - O livro mágico (via verbosdiversos)

“Eu tive medo, R.

e vi ali o mundo desabar, a lágrima ser dor. Não reconheci seu olhar e seu toque ficou frio. O que é isso que nos mantém sem que haja motivo? Por quê? São tantos porquês.  

Delato aqui tudo o que consigo expressar em palavra, pois agora os sentidos me fogem. O sentir me desdobra em (des)compaixão. E posso te ver partir, encontrar quem te ofereça moradia e mente desprotegida. As verdades em que acreditamos viram poeira e eu deixo de ser estrela quando a ponta dos seus dedos encontra minha pele assustada. Andamos em passos lentos, enquanto a linha que nos separa e a que nos mantém dividem-se sobre a mesma tenuidade do céu que encosta na terra firme. Hoje estou quebradiça, então me perdoe, amor. Eu posso lembrar do seu riso quieto e do seu silêncio gritante, do seu abraço que me era escape para um mundo que seria nosso. Mas, o que sobra para nós após as partidas e os porquês? O que não se justifica cala o meu silêncio, e então te procuro em busca de respostas sabendo que seu olhar vai me enxergar fundo sem proferir palavra alguma. Eu continuarei aqui e você irá se intrigar por me ver aqui, intacta, à espera, sem motivo. Sim, há motivos, mesmo que desconhecido! Eu bato no peito exclamando certeza - a certeza que você acredita que não tenho. 

Toca uma música, amor. Quebra o gelo que escorrega rápido sobre as nossas verdades e me faz perceber que as mentiras estão todas lá fora. E se agora eu resolver partir? Isso também te intriga? Talvez você tenha um plano B. Talvez não tenha planos e ainda seja meu menino do olhar sabor-mistério-caramelado, do amor que não é dito e do controle que tem sobre si mesmo. Talvez não seja meu e é aí o momento em que preciso renascer longe de ti, em que prefiro não ser entendida nem descoberta por ninguém mais. Por mais que o inicio esteja intitulado com a primeira letra do seu nome. 

                Amor, eu queria que

                                         hoje você me encontrasse

                                                                              sem ter motivo.”

Zainab Nader. 

(Source: enlacos)

(Source: verbosdiversos)

(Source: interradical, via regresar)

"(…) Temos todo o tempo e o espaço diante de nossos narizes para fazer disso o melhor que pudermos. Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte — quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossível. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando. Não temos como saber se vai dar certo — o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão —, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto." - Antonio Prata (via verbosdiversos)
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